Se uma pessoa diz a outra que a ama, a própria linguagem supõe a expressão "para sempre". Não tem sentido dizer: - Amo-te, mas provavelmente só durará uns meses, ou uns anos, desde que continues a ser simpática e agradável, ou eu não encontre outra melhor, ou não fiques feia com a idade. Um "amo-te" que implica "só por algum tempo" não é um amor verdadeiro. É antes um "gosto de ti, agradas-me, sinto-me bem contigo, mas de modo algum estou disposto a entregar-me inteiramente, nem a entregar-te a minha vida".
Mikel Santamaría Garai
Medo de lugar aberto e alto.
Ofeliazinha
A propósito ainda do dia da árvore, no passado dia 21 plantei uma árvore que me foi oferecida pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, numa excelente iniciativa da mesma que distribuiu por vários cidadãos um pequeno vaso de barro contendo terra e duas sementes de Pinheiro-bravo, com um folheto informativo a explicar, os procedimentos para a plantação da mesma. Ora quanto a mim esta iniciativa é de louvar uma vez que desperta em todos uma atenção para o problema da devastação das matas e para o desbaste de centenas de milhares de florestas que ocorrem no mundo todos os anos. São iniciativas como estas que nos fazem abrir os olhos e ver é tão simples plantar uma árvore, não custa nada e a natureza agradece.
Agora, fico à espera que a arvorezinha vingue, cresça forte que eu possa senão cria-la, pelo menos coloca-la num local onde possa crescer frondosa e bonita.
A quem teve a ideia o meu bem-haja.
Até já camaradas!!!
Ofeliazinha
ORAÇÃO DA ÁRVORE
Tu que passas e ergues para mim o teu braço,
Antes que me faças mal, olha-me bem.
Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de Inverno;
Eu sou a sombra amiga que tu encontras
Quando caminhas sob o sol de Agosto;
E os meus frutos são a frescura apetitosa
Que te sacia a sede nos caminhos.
Eu sou a trave amiga da tua casa,
A tábua da tua mesa, a cama em que tu descansas
E o lenho do teu barco.
Eu sou o cabo da tua enxada, a porta da tua morada,
A madeira o teu berço e o aconchego do teu caixão.
Eu sou o pão da bondade e a flor da Beleza.
Tu que passas, olha-me e não me faças mal.
Veiga Simões, Arganil, Maio de 1914
É melhor coxear pelo caminho do que avançar a grandes passos fora dele. Porque quem coxeia pelo caminho, embora avance devagar, aproxima-se da meta, enquanto que quem segue fora dele quanto mais corre mais se afasta.
Santo Agostinho
É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.
Pablo Neruda
"A pronúncia, só por si, vale por toda uma linguagem. Uma pronúncia defeituosa pode causar-nos aborrecimentos." Este é um cheirinho para a peça de teatro "A Lição" de Eugène Ionesco que o Teatro Livre irá estrear amanha quinta-feira pelas 21:30 no Teatro Angrense, inserida no VII Festival de Teatro de Angra do Heroísmo.
A dificuldade de comunicação por parte das pessoas no decorrer dos tempos e o cada vez menos entendimento entre elas é o aspecto dominante desta peça. Trata-se de um texto intemporal que nos remete para um grande problema actual e de todos os tempos, de uma forma leve em que um professor e uma aluna levam até aos estremos uma lição em que tudo é dito e nada se aprende.
Este é um trabalho, encenado/produzido e dirigido por Eduarda Borba e conta com os desempenhos de Carla Soares, Eduarda Borba e Luís nos papéis de aluna, governanta e professor.
Resta ainda referir que o Teatro Livre nasceu em 2003 apresentando um trabalho intitulado "Despertar" fez deste modo a sua estreia no V Festival de Teatro de Angra do Heroísmo. O Teatro Livre, não tem sede própria, é um grupo de teatro independente que tem como principal objectivo a formação e pedagogia no teatro e na poesia.
Diz a sua responsável Eduarda Borba É um grupo "criado pela necessidade de trazer uma nova liberdade de expressão e de linguagem ao teatro e à poesia"."O Teatro Livre não pretende ser um grupo de entretenimento cultural, mas sim de intervenção directa e objectiva nas necessidades sociais e culturais".
"O Teatro Livre nasce porque é de relevante interesse para a Região mostrarmos o belo das artes do teatro e da poesia e sermos autênticos nas nossas expressões e objectivos" e pretende "continuar na criação de novos espaços e técnicas criativas".
Aqui fica uma sugestão para esta quinta-feira, e um apelo aos terceirenses vão ao teatro, ver o nosso teatro feito por gente da ilha com esforço dedicação e muito prazer, é nestes trabalhos que se vê o profissionalismo daqueles que sem o serem, provam-no ser trabalhando em condições mínimas mas mantendo a vontade cada vez maior de fazer muito e o melhor para que o teatro dito "amador" não morra nem perca a qualidade a que já nos fomos habituando.
Até já camaradas!!!
Ofeliazinha
Medo de ventos, engolir ar ou aspirar substâncias tóxicas.
(Vai ao médico e este diz: respire fundo é logo um ataque.)
Ofeliazinha
Bem é só para desejar boa noite, um bom resto de fim-de-semana. E parece que vou dormir.
Até já camaradas.
Ofeliazinha
Bem pessoal, nos últimos tempos, andei e penso não ter sido a única, com problemas nos comentários. Ao que parece já está tudo resolvido e já podem voltar a por os vossos comentários que tanto aprecio no meu blog. Peço desculpa pelo incómodo e aproveito para agradecer a todos os que mandaram e-mails a avisar-me desta situação e espero que agora não haja mais problemas. A Ofeliazinha agora mais contentinha vai andar por aí a continuar a sua saga. Eheheh!!!
Até já camaradas!!!
Ofeliazinha
São muitas as pessoas dormem de lado. Esta posição, demonstra um pequeno grau de insegurança e geralmente indica algum stress acumulado nas horas em que a pessoa esteve acordada.
Indica que é uma pessoa em quem se pode ter confiança. Obtém sucesso em todas as tarefas. Dizem que as pessoas que dormem sobre o lado direito têm tendência para o poder e a fortuna.
Ofeliazinha
Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do pilar
Vê um velho casario
Que se estende até ao mar
Quem te vê ao vir da ponte
És cascata sanjoanina
Erigida sobre um monte
No meio da neblina
Por ruelas e calçadas
Da ribeira até à foz
Por pedras sujas e gastas
E lampiões tristes e sós
Esse teu ar grave e sério
Num rosto de cantaria
Que nos oculta o mistério
Dessa luz bela e sombria
Ver-te assim abandonado
Nesse timbre pardacento
Nesse teu jeito fechado
De quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
Em cada regresso a casa
Rever-te nessa altivez
De milhafre ferido na asa.
Carlos Tê / Rui Veloso
(para o Starwatcher)
Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento —
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim — à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
Ricardo Reis
Bem parece que já temos novo governo, vamos lá esperar para ver. Hoje não me apetece falar nisso, é fim-de-semana, está a chover e estou chateada com isso. Não me apetece sofrer nada disto. Bom fim-de-semana.
Até já camaradas!!!
Ofeliazinha
O seu próprio túmulo: obstáculos.
De outra pessoa: casamento próximo.
De familiar: herança.
Estar em cima de um: casamento infeliz.
Ofeliazinha
Medo de barulho.
(resta saber que tipo de barulho, é que eu adoro fazer um bom barulho.)
Ofeliazinha
Aberta: boa época para namoriscar.
Abrir uma: felicidade.
Não conseguir abri-la: dificuldades pela frente.
Ofeliazinha
Medo de altura
(Pois, eu sempre ouvi dizer que quanto maior a subida maior a queda).
Ofeliazinha